Em junho de 2026, os Certificados de Aforro pagam 2,215% brutos. A média dos novos depósitos a prazo em Portugal está nos 1,42% brutos (dados do Banco de Portugal, março de 2026). A conta é rápida: para a maioria das pessoas, os certificados rendem mais — mas há duas situações em que um depósito pode ser a escolha certa, e vamos ser honestos sobre elas.
A diferença em euros, para que se perceba
Imagina 10.000 € aplicados durante um ano:
- Certificados de Aforro (2,215%): 221,50 € brutos → cerca de 159 € líquidos depois dos 28% de IRS;
- Depósito a prazo médio (1,42%): 142 € brutos → cerca de 102 € líquidos.
São mais de 50 € de diferença por ano em cada 10.000 € — sem correr mais risco por isso. E Portugal continua entre os países da zona euro onde os bancos pior pagam os depósitos, por isso a média ainda esconde muitos depósitos a render quase zero.
Comparação lado a lado
| Certificados de Aforro | Depósitos a prazo | |
|---|---|---|
| Taxa (jun. 2026) | 2,215% brutos (revista todos os meses) | 1,42% em média; fixa durante o prazo |
| Garantia | Estado português, sem limite | Fundo de Garantia de Depósitos até 100.000 € |
| Liquidez | Resgate a partir dos 3 meses, sem perder capital | Normalmente só no fim do prazo (ou perdes os juros) |
| Mínimo | 100 € | Varia (muitas vezes 500 € a 5.000 €) |
| Bónus por ficar | Prémios de permanência a partir do 2.º ano | Não tem |
| Impostos | 28% sobre os juros | 28% sobre os juros |
Quando é que um depósito pode ganhar?
- Campanhas promocionais. A média é 1,42%, mas há bancos — sobretudo digitais ou mais pequenos, quase sempre para dinheiro novo — com campanhas a 2% ou mais por prazos curtos. Se encontrares uma acima dos certificados com condições aceitáveis, vale a pena.
- Se acreditas que os juros vão continuar a descer. A vantagem estrutural do depósito: a taxa fica travada até ao fim do prazo. A dos certificados é revista trimestralmente e acompanha a Euribor para cima e para baixo. Num cenário de descida, um depósito a 12 meses contratado hoje pode acabar o ano a render mais.
E para o fundo de emergência?
Aqui não há jogo: ganham os certificados. O fundo de emergência precisa de estar acessível, e um depósito castiga-te se levantares antes do fim. Nos certificados, passados os primeiros 3 meses, resgatas quando precisares e só abdicas dos juros do trimestre em curso. Explicámos tudo no nosso guia completo dos Certificados de Aforro em 2026.
Conclusão prática
- Poupança regular e fundo de emergência: Certificados de Aforro, sem hesitar;
- Campanha de depósito acima da taxa dos certificados: aproveita-a para uma parte do dinheiro;
- Queres taxa garantida por 12 meses, aconteça o que acontecer à Euribor: o depósito dá-te essa certeza — e pagas por ela com uma taxa de partida mais baixa.
Perguntas frequentes
O dinheiro está igualmente seguro nos dois?
Os certificados têm garantia direta e ilimitada do Estado. Os depósitos estão protegidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos até 100.000 € por titular e por banco.
Posso ter os dois ao mesmo tempo?
Sim, e muitas vezes é a melhor resposta: certificados para a liquidez, um bom depósito promocional para travar taxa.
Há depósitos a pagar mais do que os certificados?
Existem campanhas pontuais que igualam ou superam — quase sempre para clientes novos e por prazos curtos. Compara a TANB e lê as condições (montantes mínimos, dinheiro novo, conta ordenado obrigatória).
Se a Euribor descer, o que acontece?
A taxa dos certificados desce na revisão seguinte; a do depósito mantém-se até ao fim do prazo. É o principal argumento a favor dos depósitos neste momento do ciclo.
Dados verificados a 11 de junho de 2026 (IGCP e Banco de Portugal). Este conteúdo é informativo e não constitui aconselhamento financeiro.
